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Projeto Dom Helder Camara investe mais de R$ 1 milhão na região

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PÉ DE FIGUEIRA NOTÍCIAS

Em 2010, o Projeto Dom Helder Câmara, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em parceria com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (FIDA), investirá no Território da Cidadania Serra da Capivara,  recursos na ordem de R$ 973.077,59.

 

  Os recursos serão investidos em assistência técnica permanente, capacitações e apoio às iniciativas produtivas e organizativas de nove assentamentos de reforma agrária, duas comunidades quilombolas e uma comunidade de agricultura familiar tradicional. No total serão 947 familias beneficiadas, em seis municípios do semiárido do Piauí.

 

   Os recursos foram contratados junto a seis parceiras que atuam em conjunto PDHC no território. Os contratos foram assinados na semana passada com a Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato, a Associação Regional Integrada de Desenvolvimento Agroecológico Sustentável (ÁRIDAS), a Associação Estadual das Comunidades Quilombolas (Quilombos), o Centro de Formação e Capacitação Agenor da Silva (CEFCAS), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (FETAG) e o Serviço de Mobilização e Assessoria para o Desenvolvimento Sustentável Regional – SEMEAR.

 

  No entanto, a atuação dessas entidades parceiras já havia iniciado em fevereiro de 2010. “Isso acontece porque nós já temos uma relação de confiança com nossos parceiros locais, e, por razões administrativas, os contratos só ficaram prontos no final de março; e agora foram assinados”, justifica Raimundo Clarindo, assistente da supervisão local.

 

   As ações contratadas entre o Projeto Dom Helder e suas parceiras vem beneficiando as comunidades e assentamentos desde o ano de 2006 (quando o projeto chegou no território). Através dessas ações as famílias aprendem a conviver e a produzir nas condições do semiárido, utilizando tecnologias adaptadas e fortalecendo as organizações locais. Com novos conhecimentos e dominando novas práticas produtivas as famílias buscam captar recursos para investir nas alternativas de produção que mostram mais eficácia e melhor se adaptam às suas realidades.

 

   Um exemplo do sucesso da metodologia de trabalho do PDHC é o grupo de mulheres produtoras de doces no Assentamento Novo Zabelê, em São Raimundo Nonato. Lá, sete mulheres aprenderam a produzir doces e geléias a partir de frutos da caatinga, como o umbu e o maracujá do mato, e hoje contam com uma unidade de beneficiamento construída com o esforço do grupo e com recursos do Fundo de Investimento Social e Produtivo (FISP) administrado pelo PDHC. A unidade está preparada para produzir doces, geléias, polpa, sucos e outros derivados de frutas nativas do sertão. O grupo conta com assistência técnica permanente, recebe capacitações e já comercializa seus produtos para diversos mercados, inclusive para a merenda escolar.

 

    “Com a assinatura dos novos contratos de parceria, o PDHC garante que em 2010 o grupo de Zabelê e todas as outras famílias, comunidades e assentamentos acompanhados no território terão apoio e assessoria técnica para continuar acreditando na agricultura familiar e que é possível produzir e viver dignamente no semiárido do Piauí”, afirma José João de Sá Carvalho, supervisor local do Projeto Dom Helder.

 

 

   

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© Projeto Dom Helder Camara