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Governo Estadual e Fida assinam convênio para desenvolver ações em 20 Municípios para a redução da pobreza rural

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Quixadá A Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA) acaba de selar convênio com o Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola (Fida) para desenvolvimento de programas de combate à pobreza rural no Estado. O Fundo disponibilizará U$ 40 milhões. A contrapartida do Governo Estadual será do mesmo valor. A carta de intenção foi encaminhada para aprovação da Secretaria de Finanças do Tesouro Nacional. Os recursos estarão disponíveis a partir de setembro ou outubro. Cerca de 20 mil trabalhadores rurais, em 20 Municípios, serão beneficiados.

 

De acordo com o subsecretário de Desenvolvimento Agrário do Estado, Antônio Rodrigues Amorim, o projeto seguirá o modelo desenvolvido desde 2002, pelo Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), em assentamentos e comunidades rurais do Nordeste. Todavia, a SDA contemplará Municípios da região Centro e da Zona Norte do Estado, onde o Dom Helder não atua. Hoje, no Ceará, o programa federal assiste mais de 3,6 mil famílias em 12 cidades do Sertão Central e dos Inhamuns. A Fazenda Boa Vista, em Quixadá, é uma delas. Foi visitada pela Missão Internacional do Fida.

 

A diretora do Fida na América Latina, psicóloga e cientista política, Josefina Stubbs, justificou a escolha do Ceará para a visita porque, dentre os países assistidos pelo Fundo, o Brasil se destaca no desenvolvimento de políticas públicas para redução das desigualdades sociais.

 

A experiência desenvolvida aqui está sendo levada para outros continentes. Neste País continental, dentre os Estados contemplados com recursos da agência criada e mantida pelas Nações Unidas, além do Ceará estão Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

 

Redução da pobreza

 

Segundo a diretora, desde a sua criação em 1977, o Fida tem se concentrado exclusivamente na redução da pobreza rural, trabalhando com populações de países em desenvolvimento. Além da erradicação da pobreza, o objetivo é eliminar a fome e a desnutrição, aumentando a produtividade, os rendimentos e, com eles, melhorar a qualidade de suas vidas. Trata-se de projetos socioeconômicos. O Fundo Internacional considera os grupos vulneráveis como capazes de fazer e contribuir para o crescimento econômico. Mesmo na extrema pobreza, com o suporte necessário, os excluídos podem contribuir nesse processo. "Este fenômeno está ocorrendo aqui", acrescenta.

 

Por conta dos resultados alcançados, consolidando cada vez mais a vida das famílias no campo, o Projeto Dom Helder Câmara também acaba de assegurar recursos da ordem de U$ 40 mi junto ao Fida para o desenvolvimento do programa de ações estruturantes de fortalecimento da reforma agrária e a agricultura familiar no semiárido nordestino. O diretor do projeto, economista Expedito Rufino, atribui o sucesso das propostas de sustentabilidade das famílias humildes no meio rural à sistemática técnica adotada. O trabalhador adequa os recursos da região onde reside às suas necessidades de sobrevivência.

 

"São experiências exitosas. Investimos efetivamente na articulação e organização dos espaços de participação social. Como o Assentamento Boa Vista, outras 51 comunidades comemoram avanços. Mas é preciso discutir suas necessidades; opinar sobre as possibilidades e definirem ações prioritárias que possam alterar, significativamente, o rumo de suas vidas. As ações complementares de educação, saúde, capacitação, produção, comercialização, serviços financeiros, gênero e etnia, são fundamentais. Nada melhor do que eles próprios para identificarem os problemas", explica o supervisor do Projeto no Sertão Central, Flávio Gonçalves.

 

Missão INTERNACIONAL do Fida visitou o Assentamento Boa Vista, em Quixadá, modelo do PDHC 

 

   

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© Projeto Dom Helder Camara